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[-] dsilverz@catodon.rocks 3 points 4 days ago

Dos comentários desse fio, assino em baixo nesse seu! Não consigo entender como xs brasileirxs podem em sã consciência dar IBOPE ao espetáculo Panis et circensis mantido por uma organização/instituição que condecorou o fascista-mór, sabendo que o fascista-mór tem tentado diuturnamente atacar e botar o bedelho nas instituições brasileiras.

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[-] protogen420@lemmy.blahaj.zone 2 points 3 days ago

mesmo sem suporte questionavel de trump, a fixação do brasileiro com esporte é questionável, é como se fosse um feriado novo, o barulho alto de fogos de artíficio, da "torcida" da TV no volume máxima em todo bar de esquina ao mesmo tempo, uma disrrupção da vida em sociedade por um breve momento, tudo para o que? para assistir uma coisa tão sem sentido e sem importância

[-] dsilverz@catodon.rocks 1 points 3 days ago

barulho alto de fogos de artíficio

Pois é, foi como eu falei ali pra Homo_Erectus, o ruído dos fogos de artifício é prejudicial às pessoas com TEA e hipersensibilidade (eu incluso), aos animais silvestres e aos cães domésticos. Não é sempre, depende muito do meu organismo, mas tem vezes que me dá crise ao estar imerso em uma situação de fogos estourando com cachorros latindo e pessoas gritando eufóricas na vizinhança. Som alto também; sem brincadeira, eu passei as noites de Carnaval sentado no chão do banheiro com a porta trancada porque era o único lugar da casa toda onde o som externo abafava o suficiente, som externo esse que estava a vários quilômetros de mim, mas parecia que estava dentro de casa, de tão intenso que estava.

Sem contar como fogos de artifício agregam à poluição do meio ambiente, trocentos metais pesados sendo queimados e lançados à atmosfera. Mesmo aqueles "fogos de artifício silenciosos" usados no Reveillon, é bem bonito e tal, mas pra chegar naquelas cores, vai prata, alumínio e tudo quanto é química pesada no ar que fauna (nós seres humanos inclusos) e flora respiramos.

a fixação do brasileiro com esporte é questionável

Embora eu concordo contigo, nesse ponto eu meio que entendo xs brasileirxs (e os seres humanos no geral): ao meu ver, nossa vida como Homo sapiens basicamente se resume a acordar cedo, pegar trânsito engavetado enquanto respira-se a poluição causada por nós mesmxs, trampar (se a pessoa tiver sorte de ter uma servidão moderna pra chamar de "emprego") das 8h às 18h de segunda a sábado pra um arconte empresário que geralmente tá pouco se lixando prxs funcionárixs, pra poder pagar o cada vez mais alto custo de vida distribuído em cada vez mais "assinaturas mensais", e no final do dia a pessoa estará tão cansada que não sobra energia pra, sei lá, fazer aquilo que sonhava fazer quando ainda era criança, talvez estudar ou observar o comportamento das majestosas jacurutus à noite. Isso quando não tem filhxs ou parentes pra cuidar, o que adiciona mais camadas densas de cansaço.

Então ocorrem esses eventos de grande escala promovidos pelo capitalismo onde as pessoas são "permitidas" pelo próprio capitalismo, pelo menos por alguns dias, a sair da rotina maçante, e ainda sonhar (", mais um sonho é impossível...") em estar ali no lugar do "Tafaréu" ou "Neymar" ou sei lá mais quem (acho que tô desatualizado com relação a nomes de jogadores de futebol), ganhando milhões pra chutar um objeto esférico de plástico pelo gramado quilométrico de um Coliseu moderno que poderia ser usado, por exemplo, pelos governos para dar casa àquelxs que não tem condições de ter, ou como um jardim botânico pra tentar dar sobrevida à Natureza que estamos destruindo, etc.

No fim, ao meu ver, é uma tentativa de fuga da realidade, e todxs nós, em maior ou menor grau, estamos tentando fugir e/ou lidar com essa realidade demiúrgica na qual nos encontramos inseridxs, tentando recuperar e/ou alcançar o suposto conforto da "felicidade" efêmera. Algumas, por uma busca externa; outrxs, por uma busca interna (esotérico, eso = pra dentro).

Só que, lógico, essa busca não justifica causar dano a outrem, como ocorre direta ou indiretamente nesses eventos. Pessoal pode dizer "ah, a modernidade tá cheia de frescura, não pode nem ter diversão mais". Diversão não é (pelo menos não deveria ser) sinônimo de causar danos a outrem (e muitas vezes esses danos voltam contra as próprias pessoas, num baita karma cósmico). Som alto, por exemplo, acho que a galera do "som no talo" ou da "glorificação de pé" não ia gostar que eu colocasse um subwoofer na porta da casa/igreja/boteco delxs tocando "LIV - Choronzon" de Nyx Ritual, "The Unborn" de Semicolon, "Masked Ball" de Jocelyn Pook, "V" de Dita Redrum, "The Stream" de Tanuki Project, dentre tantas outras músicas/artistas que curto e ouço vez em quando, na porta delxs.

!brasil@lemmy.eco.br

this post was submitted on 19 Jul 2026
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